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A Queda do Céu (2024, de Erik Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha, 1h50)

A partir do poderoso testemunho do xamã e líder Yanomami Davi Kopenawa, o filme A Queda do Céu acompanha o importante ritual, Reahu, que mobiliza a comunidade de Watorikɨ num esforço coletivo para segurar o céu. O filme faz uma contundente crítica xamânica sobre aqueles chamados por Davi de povo da mercadoria, assim como sobre o garimpo ilegal e a mistura mortal de epidemias trazidas por forasteiros que os Yanomami chamam de epidemias “xawara”, e traz em primeiro plano a beleza da cosmologia Yanomami, dos espíritos xapiri e sua força geopolítica que nos convida a sonhar longe. Prêmio de Melhor Documentário do Festival de Guanajuato 2024.

 

Amazônia, a nova Minamata? (2025, de Jorge Bodanzky, 1h16)

A saga do povo Munduruku para conter a contaminação de mercúrio que ameaça a saúde de todos os habitantes da Amazônia.

 

Ingrõny, Pisada Forte (2019, de Coletivo Beture, 1h16 min)

Em Pykarãrãkre, lugar da pisada forte, velhos guerreiros Mebêngôkre rememoram a aldeia mãe e as histórias dos primeiros contatos. No dia-a-dia da aldeia, atravessam e resistem, à sua maneira, às transformações do novo mundo que se apresenta.

 

Línguas da Floresta (2024, de Juliana de Carvalho e Vicente Ferraz, 1h12 min) 

Línguas da Floresta faz uma imersão na diversidade cultural Amazônia através das vivências de homens e mulheres que se dedicam ao estudo das línguas dos povos originários. O filme destaca o Alto Rio Negro, principalmente no município de São Gabriel da Cachoeira. O município possui uma das maiores concentrações de idiomas do planeta, são 23 etnias falantes de 19 línguas indígenas. Na chegada dos colonizadores, viviam nessas terras 1500 nações linguísticas, hoje sobraram em torno de 150 línguas indígenas faladas no território Brasil.

 

Mundurukuyü - A Floresta das Mulheres Peixe (2024, de Aldira Akay, Beka Munduruku, Rylcélia Akay, 1h12)

"Na aldeia Sawre Muybu, às margens do rio Tapajós, Pará, a floresta das mulheres-peixe espelha a mitologia Munduruku, na qual humanos, na origem do mundo, se transformaram em florestas, plantas e animais."

 

O Território (2022, de Alex Pritz, 1h25)              

Dentro do território Uru-eu-wau-wau, no estado de Rondônia, há menos de 200 pessoas para defender mais de 11.000 quilômetros quadrados de floresta tropical. Nas margens do território protegido, um grupo de posseiros se organiza para reivindicar oficialmente um pedaço de terra, enquanto grileiros individuais começam a desmatar trechos de floresta tropical para si mesmos. Com a sobrevivência da comunidade em jogo, Bitaté Uru-eu-wau-wau e Neidinha Bandeira – um jovem líder indígena e sua mentora – devem encontrar novas maneiras de proteger a floresta e a si mesmos.
Ganhador de mais de 15 prêmios internacionais, inclusive o prêmio de público no Sundance 2022 e do Emmy 2023 de melhor documentário.

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