
De “Metrópolis” (Fritz Lang, 1927) a “Ela” (Spike Jonze, 2013), a inteligência artificial sempre foi um espelho das ansiedades e esperanças humanas. Com um olhar reflexivo sobre o tema, a partir de grandes filmes da história do cinema, a mostra “Do sonho à realidade: cinema e inteligência artificial”, propôs um mergulho nas diferentes formas de representação da tecnologia na sétima arte.
A programação, gratuita, reuniu clássicos e obras contemporâneas que atravessaram um século de imaginação sobre tecnologia, consciência e imagem.
“O Exterminador do Futuro” (James Cameron, 1984), “Robocop – O Policial do Futuro” (Paul Verhoeven, 1987), “Matrix” (Lana e Lilly Wachowski, 1999), “A.I. – Inteligência Artificial” (Steven Spielberg, 2001) e “2001: Uma Odisseia no Espaço" (Stanley Kubrick, 1968) foram algum dos destaques da seleção que contou ainda com raridades, como “THX 1138”, primeiro longa metragem de George Lucas, “Loss of Sensation” (Alexandr Andriyevsky, 1935), raro filme soviético e uma das primeiras representações de robôs no cinema, “Do Além” (Stuart Gordon, 1986), clássico cult da ficção científica, “O Homem Mecânico” (André Deed, 1921) e “Balé Mecânico” (Fernand Léger, 1924), em sessão especial de abertura, com acompanhamento musical ao vivo de Vasconcelos Sentimento e contribuição de uma IA.
Além das exibições, a mostra ofereceu palestras, debates, sessões acessíveis e oficina, criando pontes entre a história do cinema e os debates contemporâneos sobre ética, tecnologia e humanidade
Como complemento, lançou um catálogo com ensaios inéditos e traduções de textos fundamentais sobre cinema, tecnologia e inteligência artificial. Uma publicação que reúne pesquisadores, artistas e pensadores, entre eles Jonathan Crary, Giselle Beiguelman e Bruna Della Torre, que discutem o papel das imagens e das máquinas no mundo contemporâneo.

